RELIGIÕES PRIMITIVAS DISCIPLINA HUMANISMO E CULTURA RELIGIOSA Tendência Universal do Homem ü Plutarco Idade do universo ü Período do aparecimento do homem e das religiões primitivas Religião ü Elementos constitutivos da religião ü As primeiras formas de expressão religiosa ü Fatores de influência no aparecimento religioso primitivo Religiões primitivas ü Politeísmo ü Animismo ü Toteísmo ü Manismo ü Magismo Conceito: ü Primitivo ü Selvagem História ü -Conceito Pré-História - Idade da Pedra - Eolítica - Paleolítica inferior - Paleolítica superior - Neolítica Cultural patriarcal Cultura matriarcal - Idade dos metais Religião egípcia Religião romana Conclusão Tendência Universal do Homem ü Plutarco Do Livro: Religião e Cristianismo Organizadores: Johan M. H Konings e Urbano Zilles, na referência 1.1.2 – Tendência universal do homem. Cita: Plutarco (+ 50 a 120 anos), escritor grego: “Podereis encontrar uma cidade sem muralhas, sem edifícios, sem ginásios, sem leis, sem uso de moeda como dinheiro, sem cultura das letras. Mas um povo sem Deus, sem oração, sem juramento, sem ritos religiosos, sem sacrifícios, tal nunca se viu”. Idade do universo ü Período do aparecimento do homem e das religiões primitivas Universo em anos 10.000.000.000... . àà +150.000.. . àà + 4.200... . àà + 3.400... . àà +1.600... . àà +1.500... . àà + 753 Orig.homem Egípcios Mesopotâmicos Gregos/Hebreus Fenícios Romanos Todas as civilizações acima se iniciam aproximadamente 4.000 anos A.C. e terminam aproximadamente 70 A.C. com exceção de Roma, deixando o legado do cristianismo, da filosofia e do direito. Religião O grande enigma da religião é o fato do homem não conseguir decifrá-la, entendê-la e por isso o homem não consegue desvencilhar do seu fascínio. Sentido etimológico da palavra: Cícero afirmava que a palavra religião vem de re-elegere (re-ler), ler de novo, ou reunir, recolher. Lactâncio: re-ligare (re-ligar), ligar o homem de novo a Deus. A religião nos liga a Deus, o homem vai a Deus e Deus vem ao homem. Agostinho: re-eligere (re-eleger), tornar a escolher Deus, que foi perdido pelo pecado. Não há unanimidade entre autores para definir a religião. Uma definição aceita é: Em sentido real objetivo. Religião é o conjunto de crenças, ritos, leis que visam um poder que o homem, atualmente, considera supremo, do qual se julga dependente, com o qual pode entrar em relação pessoal e obter favores. Em sentido real subjetivo, religião é o reconhecimento pelo homem de sua dependência de um ser supremo pessoal, pela aceitação de várias crenças e observância de várias leis atinentes a este ser. ü Elementos constitutivos da religião Toda religião tem uma doutrina, sua origem, o sentido da vida, sobre a dor, sobre a matéria, sobre o além. Esta doutrina tem uma fonte. Para as religiões primitivas a fonte é tradição dos antepassados. ü As primeiras formas de expressão religiosa As primeiras formas de expressão religiosa: são religiões onde o culto aos Deuses é realizado de forma à crítica e pré-reflexiva, tendo a forma de adoração e do alto teor mágico e de misticismo. ü Fatores de influência no aparecimento religioso primitivo Acredita-se que a caça teve papel primordial na iniciação, por associação de aspectos que levaram o homem, que tinha na caça todos os seus interesses, a interpretar o resultado de boa caça e da má caça, transfere como boa sorte e má sorte, com a falta da certeza e o pequeno nível intelectual passaram a valorizar o acaso, a sorte torna-se um valor constante, mas não tem padrões de vida, sua mente era mais lógica, poucas idéias de associação inteligente. Os períodos de boa sorte lhes davam maior insegurança e incertezas, um medo terrível dos males que seriam vindouros, dizem que do medo surgiu às ansiedades como um estado natural na mente dos primitivos. Não encontrando uma fonte material para suas magoas e ansiedades, ele encontrou uma explicação no espírito, e assim nasce a religião do medo, do mistério, do temor do invisível e do pavor do desconhecido. Religiões primitivas ü Politeísmo Poli-muitos. Teísmo-Deus. Crença em mais de uma divindade (egípcios). ü Animismo Crença primitiva que atribui uma alma a todos os fenômenos naturais e que procura torna-la em práticas mágicas. Enxerga por detrás dos objetos sensíveis, uma vida, alma, a psique ou espírito capaz de entrar em relações direitas em certas condições com o homem (crença típica dos africanos). ü Toteísmo Etimologicamente significa: Tribo, clã. Em certas sociedades primitivas eram um conjunto de crenças que encerra uma relação entre indivíduos e um animal ou um objeto, ou um conjunto de seres vivos, ou de fenômenos que são considerados protetores deste grupo (fenômeno típico da Austrália). ü Manismo Culto às almas de defuntos, oferecimento de sacrifícios. Os Deuses nada mais são de que homens divinizados (culto religioso da melanésia). ü Magismo Crença numa certa força, ou um poder oculto, impessoal que excede as forças naturais do homem, apropria-se e produzem efeitos extraordinários. Por exemplo, a magia branca e a magia negra. Conceito de Primitivo Dos primeiros tempos, primordial, primeiro, homem primitivo, a maior parte das sociedades primitivas são do tipo neolítico, período que originou as sociedades contemporâneas. A antropologia moderna procura evitar o uso da expressão sociedade pré-história, mas refere-se a elas como sociedades tribais. Conceito de Selvagem Próprio da selva, animal selvagem, que se manifesta numa natureza não humanizada, que medra (cresce, desenvolve sem cultura). História ü -Conceito Não é somente o conhecimento do passado. É uma ciência que interpreta e localiza no tempo os acontecimentos importantes, dos povos, dos homens e das idéias. Para atingir esse fim de interpretação vale-se das fontes históricas que se julga sua autenticidade e liga-se a outras ciências, exemplo: geografia, sociologia, a filosofia, se socorre também da epigrafia, eráltica e da cronologia. O que eu quero dizer com este conceito é que vamos verificar um assunto que inicia antes da escrita. E a partir desta interpretação e investigação que nos possibilita a entrar para dentro de um tempo e situar acontecimentos de caráter religioso. Pré-História O imenso período que vai do aparecimento do homem até a elaboração de seus primeiros escritos é denominada pré-história. Nem todos os povos atravessaram os mesmos estágios simultaneamente. Por exemplo, o Egito já vivia em tempos mais adiantados em relação a muitos países europeus que viviam na pré-história. Em tese, segundo os materiais empregados pelo homem na construção de suas armas e utensílios convencionou dividir a pré-história. - Idade da Pedra - Eolítica à 150.000 a 100.000 anos a.C. - Paleolítica inferior à 100.000 a 50.000 anos a.C. - Paleolítica superior à 50.000 a 10.000 anos a.C. - Neolítica à 10.000 a 5.000 anos a.C. - Idade dos metais - Bronze à 5.000 a 1.500 anos a.C. - Ferro à 1.500 a 500 anos a.C. Eolítica – A espécie humana mais antiga que se conhece é desse período, foi o homem de Java e o homem de Pequim. Caracterizam-se culturalmente os mais atrasados. Admiravam o fogo, usavam a pedra e possivelmente tivesse usado instrumentos de madeira e osso. Paleolítica inferior – As principais raças desse período são as de Neanderthal e a de Heidelberg, possível que já tivessem uma pequena forma de organização tribal. Culturalmente o homem de Neanderthal destaca-se por enterrar seus mortos em sepulturas rasas com alguns instrumentos pertencentes ao morto, o que revela certa inquietude mágico-religioso. Paleolítica superior – As grandes transformações na natureza provocadas pelas glaciações deram profundas modificações na flora e na fauna pré-histórica. O homem conhece os animais, o mamute e a hena. A principal raça desse período foi a Cro-Magnon, tinha noção da divisão do trabalho, quando tinha dificuldade de encontrar abrigo natural, como cavernas construíam choupanas. As primeiras manifestações religiosas no pré-histórico pertencem ao homem de Cro-Magnon sob a forma de magia. As suas pinturas representavam seus desejos, quase sempre apelos mágicos como a realização da caça ou a reprodução dos animais. Acreditavam talvez que assim poderiam vencê-los mais facilmente. Ainda não tem um conceito de divindade, mas crê em uma potência superior que é inteligente que lhe dá a caça e os frutos para sua sobrevivência. Um sistema religioso simples, crença em um ser supremo, que é criador, justo e benéfico, mas que depois que cria, não intervém diretamente nas coisas terrenas, age por meio das forças naturais, as quais à medida que vão personificando, dão origem a várias entidades autônomas que recebem preces e são cultuadas, algumas confundem com as funções do próprio ser supremo, exemplo: o senhor dos animais, mãe terra, a senhora das águas, etc, o homem tem contínua comunicação com essas divindades, pois são os elementos dos quais está em permanente contato. Onde a natureza foi adversa ao homem, este se mostra temeroso, cultuando forças naturais com ritos cruentos. Percebia que fazia parte do mundo que o cercava, pois nascia, crescia, alimentava-se, produzia e morria como os outros animais, contudo era diferente. O sepultamento de seus mortos dá entendimento de suas crenças religiosas e os primeiros rituais religiosos, provavelmente com o sepultamento manifestavam duas expectativas: a) a crença na sobrevivência humana depois da morte do corpo; b) e a crença em um ser supremo do qual pertence à sorte do homem na sobrevivência extracorporal. Neolítica – Com as modificações climáticas favorecendo um pouco mais as condições de vida, nesse período o homem de coletor de alimentos e de simples caçador passa a produzir e pouco a pouco se fixou ao solo, pela agricultura e domesticação de animais, teve provavelmente aumento da população que se acredita que migraram para a América. Sobre a influência agrária o pensamento religioso também se modifica e o ser supremo não é mais visto como um chefe soberano e solidário que distribui seus bens sem medir a quem. Agora as identidades, atuam como forças vitais e a representação entendida como divinizada são o vento, a chuva e os próprios astros. A diminuição do homem perante estes fenômenos se traduz em ritos cruéis, cultos extravagantes, um politeísmo desenfreado e um culto na a divindade e não a seus maléficos. A terra lhe dá a subsistência tem sentido divino, a semente que nasce, primeiro morre para germinar, a “Grande Mãe” a terra que é boa e dadivosa, que alimenta todos os seres vivos também é cruel e inexorável, porque a todos traga na morte. Os primitivos após fixarem-se ao solo, e não terem falta de alimentos o fenômeno da morte e ressurreição, por intermédio do grão que deve morrer para renascer a vida é a sua grande interpretação. Os ritos religiosos que anteriormente representavam aproximação do homem com a natureza, agora são fenômenos de outro entendimento da natureza, e passam a sacrificar seus seres vivos. O próprio homem sacrifica o homem acreditando que seu sangue portador de vida deveria fecundar uma força maior. O canibalismo foi praticado acreditando que o cérebro e as vísceras fossem portadores de energia vital, assim após absorção da potência vital do defunto estariam mais preparados. Principalmente, comiam o inimigo morto em combate. O mistério da vida era uma grande preocupação do homem pré-histórico, tanto o nascimento quanto a morte. Em seus rituais utilizavam ossos e crânios guardados na crença de futuras ressurreições, não raro usavam o crânio como copo para distribuir óleo e água nas oferendas religiosas. Cultura patriarcal – Quando cresce os grupos humanos surgem às famílias agrupando-se em tribos. A cultura tribal concentra-se no chefe da tribo, temo a figura “patriarcal”, é ao pai atribuído a força do leão, a astúcia do lobo, a figura suprema que é representada pelo sol, assume uma importância que confunde com o ser supremo. É esse homem que busca o b estar terreno e espiritual, dedica-se a cura dos males físicos e espirituais, são conhecidos como os Xamãs (sacerdotes, mágico, que entra em transe, praticam adivinhações que prestam cuidados médicos). Só bem mais tarde surgem os sacerdotes (ministros dos cultos religiosos) homens somente dedicados à fé e ao culto religioso, a cura fica a cargo dos curandeiros. Cultura matriarcal - Os grupos humanos dependiam da mulher não só para procriação e na educação dos filhos, mas também na subsistência, cuidando dos animais domésticos e da agricultura. A mãe teve papel importante na organização familiar, nos costumes sociais, na divinização da lua, na divinização da vaca como símbolo da maternidade. Os homens voltados ao pastoreio e a caça reúnem-se em sociedades secretas, que cultivam a memória dos antepassados masculinos representados por máscaras. A religião e a moral sofrem com a cultura agrária uma grande decadência, pois nesse momento favorece os cultos da natureza e do sexo. Os grandes inventos desse período foram a roda, a jangada e construção de grandes monumentos funerários. A idade da pedra foi lentamente mudando suas características por uma cultura baseada no aproveitamento dos metais. Ocorre no Egito a mais ou menos 4.200 anos antes de cristo. Religião Egípcia A religião egípcia é uma instituição dominante em todos os aspectos da vida egípcia. No início foi totêmica e politeísta, cada nomo ou localidade tinha seus deuses. A unidade política do país fez isso uma redução dos deuses, formando um conjunto de deuses para todo o país. Principais deuses: - Ptah – representado pelo boi Ápis; - Rá – criador da terra e deus do sol; - Osíris e sua esposa Isis – povoadores e civilizadores do mundo; - Set e sua esposa Neftis – representantes do mal e da morte (Set irmão de Osíris). Os cultos de deus locais jamais desapareceram e outras divindades menores recebiam devoções. A lenda de Osíris diz que Osíris foi assinado pelo irmão Set, reduzindo seu corpo a pedaços, que carinhosamente reunidos e enfaixados por sua esposa Isis, recuperou a vida, Osíris teria se afastado dos homens e foi habitar a morada dos deuses, donde julgava os mortais de acordo com suas ações na terra. A idéia da concepção da alma entre os egípcios e na crença da vida além túmulo, permite interpretar que, acreditavam que o homem tinha duas almas, Ba e Ka. A alma Ka era apenas um elemento de ligação com o corpo, podendo decompor-se também, para evitar o sofrimento e destruição da Ka os egípcios costumavam embalsamar os cadáveres. A tentativa de implantação do monoteísmo foi feito por Amenofis IV criando um novo culto com a personificação de todos os deuses em Aton (representado pelo disco solar), Amenofis mudou a capital Tebas para uma nova cidade (horizonte de Aton nas margens do Nilo). Com a morte de Amenofis IV fez surgir a antiga religião, o culto a Amon Rá foi restaurado por Tutancâmon em seu reinado que seu deu o grande êxito dos judeus. O hino a “Amon Rá” é famoso e exalta a grandeza da divindade amoniana “O livro dos mortos” é uma compilação de textos de fundo moral que deveriam ser recitados pela alma do morto ao comparecer ante ao tribunal de Osíris. Eis uma das mais conhecidas das compilações: “Gloria a ti, Senhor da Verdade e da Justiça! Glória a ti, Grande Deus, Senhor da Verdade e da Justiça! A ti vim, meu Senhor, e a ti me apresento para contemplar as tuas perfeições. Porque te conheço, conheço o teu nome e os nomes das quarenta e duas divindades que estão contigo na sala da Verdade e da Justiça, vivendo dos despojos dos pecadores e fartando-se do seu sangue, no dia em que se pesam as palavras perante Osíris, o da voz justa: Duplo Espírito, Senhor da Verdade e da Justiça é o teu nome. Em verdade eu conheço-vos , senhores da Verdade e da Justiça; trouxe-vos a verdade e destruí, por vós, a mentira. Não cometi qualquer fraude contra os homens; não atormentei as viúvas; não menti em tribunal; não sei o que é a má fé; nada fiz de proibido, não obriguei o capataz de trabalhadores a fazer diariamente mais que o trabalho devido; não fui negligente; não estive ocioso; nada fiz de abominável aos deuses; não prejudiquei o escravo perante o seu senhor; não fiz padecer fome, não fiz chorar; não matei; não ordenei morte à traição; não defraudei ninguém; não tirei os pães do templo; não subtraí as oferendas dos deuses; não roubei nem as provisões nem as ligaduras dos mortos; não auferi lucros fraudulentos; não alterei as medidas dos cereais; não usurpei terras; não tive ganhos ilegítimos por meio dos pesos do prato da balança; não tirei o leito da boca dos meninos; não cacei com rede as aves divinas; não pesquei os peixes sagrados nos seus tanques; não cortei a água na sua passagem; não apaguei o fogo sagrado na sua hora; não violei o divino céu nas suas oferendas escolhidas; não escorracei os bois das propriedades divinas; não afastei qualquer deus ao passar; Sou puro! Sou puro! Sou puro!. Conclui-se que a contribuição da civilização egípcia para a idéia religiosa é Ética e Transcedental. Religião romana A religião romana na sua origem: A história religiosa dos primeiros habitantes desapareceu. Ficaram alguns indícios lendários, de influência pré-histórica. Algumas tendências animistas, própria dos povos agrícolas, culto à fertilidade, e alguns sacrifícios sangrentos. Não tinham imagem e nem templos para adoração de seus deuses. Usavam os bosques para realização de suas preces e oferecer sacrifícios aos numina, exerciam funções determinadas, exemplo: no desenvolvimento da criança, tinha uma cunina, para cuidar dele no berço uma rumina, para alimentar uma estatulina, para que ele aprende-se a ficar de pé, o nome individualizado os numina, indicando sua função. Outra característica da religião romana era o formalismo jurídico. O homem dava aos deuses o que era devido. A religião romana no tempo dos etruscos foi ambígua, ligava-se aos interesses imediatos dos camponeses, divergia de Roma que buscava a urbanização e a política. A religião romana em geral era politeísta, admitia divindades dos rios, dos bosques, do fogo, depois do contato com os gregos o antropomorfismo ganhou maior divulgação, pois além da forma humana atribuída aos grandes deuses, cultuava os antepassados, adorados como bons espíritos e espíritos familiares. Nas refeições era costume servir um prato com alimentos diante de estátuas. A estrutura religiosa era contratual e formal. Contratual – As relações entre deus e o homem eram baseadas no interesse recíproco. O homem fazia sacrifícios e recebia favores. Formal – Mantinham-se os maiores cuidados com os gestos e palavras que compunham cerimônias sob pena de haver ineficácia. O romano sabe que o estado depende dele e que ele depende do estado – ele é realista. Conclusão Chega-se, pois, a conclusão de que existe, no homem, uma espécie de tendência religiosa natural, pela qual espontaneamente tende para Deus. Explica-se, então que o homem primitivo, por viver ao sabor da natureza, é mais espontaneamente religioso do que o moderno, sofisticado pela cultura, alguns acham até que o primitivo fosse mais religioso por não ser capaz de dominar o chamado “instinto religioso”. Está, porém, não é a explicação certa. A diferença entre um instinto e uma tendência humana é: a liberdade diante do objeto. Esta liberdade existe também na religião do primitivo; portanto não é um instinto. O primitivo também é capaz de recusar a religiosidade (embora não impunemente). A religião é (talvez o primeiro) produto de cultura. Mas o primitivo é menos “protegido” pela estrutura anestesiante do bem-estar material e, portanto, mais sensível às dimensões básicas de sua existência. Também não se pode dizer que o primitivo precisasse da religião para explicar ou defender-se contra as forças da natureza, pois o moderno sabe tampouco explicar a origem da energia do universo: e o primitivo é, muitas vezes, mais “dono” de seu mundo do que o homem da era técnica. Bibliografia: História geral – A. Souto Maior, 20ª ed, 1978. Religião e Cristianismo – Johan M H Konings e Urbano Zilles (organizadores), 7ª ed, 1997. Cultura Religiosa – Irineu Silvio Wilges e Olívio Plínio Colombo – 2ª ed, 1979. Religiões da Humanidade – Pe. Waldomiro O Piazza – 3ª ed, 1996. públicado em 20/11/08, trabalho autorizado por Carlos Alberto Homem |
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